Este artigo analisa a evolução das simulações clínicas da Escola de Pacientes DF, iniciativa da Universidade de Brasília voltada à educação de pacientes, profissionais e estudantes da área da saúde. A análise abrange desde as primeiras atividades presenciais com alunos representando pacientes, em 2016, até a incorporação de pacientes digitais mediados por inteligência artificial, a partir de 2023. Foram desenvolvidos roteiros baseados em checklists clínicos e diretrizes nacionais, incluindo modelos virtuais nas áreas de doenças crônicas, infectologia e pré-natal, ampliando a diversidade de casos, a apresentação dos cenários e as modalidades de participação síncrona, assíncrona e por telessimulação. As simulações favoreceram o treino de comunicação clínica, a escuta ativa e a tomada de decisão em ambiente seguro, estimulando o raciocínio estruturado e a autonomia discente. O objetivo do artigo é descrever o formato das simulações da Escola de Pacientes DF em 2025. Os resultados mostram aumento do engajamento dos estudantes, maior segurança na organização de condutas, identificação de diferentes perfis de abordagem clínica e a declarações de um banco inicial de pacientes digitais e registros de apoio a novas turmas. A discussão destaca o potencial pedagógico da inteligência artificial como ferramenta complementar às metodologias ativas, bem como as limitações relacionadas ao registro sistemático das interações, à profundidade do feedback automatizado e à necessidade de mediação docente. Conclui-se que a proposta apresenta baixo custo, alta replicabilidade e relevância para a formação em saúde, com perspectiva de expansão do acervo de casos e de aperfeiçoamento dos processos avaliativos.