Simulação clínica com pacientes digitais: uso do chatgpt na formação de estudantes em saúde
Documento
Metadados
Título
Simulação clínica com pacientes digitais: uso do chatgpt na formação de estudantes em saúde
Autor / organizador
Estêvão Cubas Rolim | Paulo Gustavo Moreira | Emillen Cristina Pessoa de Sousa | Letícia Abreu Coelho | Laryssa Kellye Pereira Soares Sousa | Victor Gabriel Portil de Sousa Ferreira | Lucas Gabriel Marques Ferreira | Henry Pereira Alves | Lucas Carvalho de Souza Esum
Resumo
OBJETO DA EXPERIÊNCIA: Criação de casos clínicos interativos com ChatGPT para atividades de ensino baseados em diretrizes nacionais atualizadas.
OBJETIVOS: Criar uma biblioteca de pacientes digitais baseada em diretrizes clínicas atualizadas. Promover experiências formativas por IA. Estimular a capacidade de comunicação e raciocínio estruturado. Fornecer feedback ao desempenho do estudante e materiais de referência adequados ao final da simulação.
DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: Desde 2016 são realizadas simulações clínicas com estudantes, somando mais de 2000 atendimentos em formatos impressos ou via Google Forms. Em 2025, foram testados pacientes digitais gerados por prompts estruturados no ChatGPT, baseados em checklists e diretrizes clínicas. A nova versão permite simulações feitas individualmente, em qualquer horário, com potencial de expansão e flexibilização do processo formativo.Foram construídos pacientes com prompts estruturados no ChatGPT, baseados em checklists e diretrizes clínicas. Realizaram-se testes interativos com diferentes turmas e perfis de estudantes, gerando discussões em aula sobre condutas sugeridas, raciocínio utilizado e alternativas possíveis. Entretanto, houveram dificuldades no registro e controle dos perfis de resposta, pois o sistema do ChatGPT oferece feedback limitado, impossibilitando um diagnóstico palpável dos resultados obtidos.
RESULTADOS: Foram elaborados os três primeiros modelos de prompts para pacientes digitais com IA, nas áreas de doenças crônicas, infectologia e pré-natal. Estes modelos embasaram a criação de casos clínicos realistas e abrangentes para uso em simulações, treinamentos e educação em saúde. Foram identificados perfis distintos de abordagem clínica, incluindo os perfis investigativo, empático e diretivo. Os alunos se mostraram fortemente engajados com a tecnologia e percepção de realismo dos casos.
APRENDIZADO E ANÁLISE CRÍTICA: A performance do ChatGPT durante as simulações depende da qualidade dos prompts e pode apresentar limitações na interpretação clínica ou déficits em condições emocionais complexas. A atividade possibilitou o exercício de habilidades-chave como escuta ativa, empatia, organização diagnóstica e raciocínio clínico. A simulação permitiu revelar lacunas de escuta clínica e raciocínios apressados e a forma de comprometimento do raciocínio diagnóstico.
CONCLUSÕES E/OU RECOMENDAÇÕES: Recomenda-se a manutenção da construção de novos casos, ampliando o acervo de pacientes com base em diferentes especialidades e complexidades, com base em diretrizes atualizadas e confiáveis. A proposta se mostrou aplicável tanto em contexto presencial quanto remoto, além de ter um baixo custo e alta replicabilidade para o ensino superior em saúde.
Palavras-chave
Simulação Clínica | Pacientes Digitais | Inteligência Artificial | Educação em Saúde | Raciocínio Clínico | Habilidades de Comunicação | Tecnologias da Informação em Saúde
