Grupo de pesquisa Escola de Pacientes DF: configuração e dinâmica formativa
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Metadados
Título
Grupo de pesquisa Escola de Pacientes DF: configuração e dinâmica formativa
Autor / organizador
Estêvão Cubas Rolim | Ana Carolina Monteiro Campos | Elisângela da Silva Lima | Gabriela Souza Santos Ribeiro | Maria Luísa de Almeida Henriques
Resumo
O grupo de pesquisa Escola de Pacientes DF iniciou suas atividades em 2016 como iniciativa de extensão da Universidade de Brasília em territórios socialmente vulneráveis do Distrito Federal (DF) e, ao longo do tempo, expandiu sua atuação para diversas unidades básicas de saúde do DF, além de outros estados, com reconhecimento nacional e internacional, incluindo prêmio da Organização Mundial da Saúde. Entre 2016 e 2025, a produção acadêmica do grupo envolveu feedback de mais de 829 estudantes, de 31 turmas e cursos, resultando em vídeos educativos, ações comunitárias, iniciativas universitárias, artigos científicos, apresentações em congressos, prêmios e bolsas. Em 2025, o grupo de pesquisa iniciou em uma nova fase, com modelo de entrada simultânea de múltiplos novos membros e a conexão de supervisão combinada síncrona e assíncrona, baseado em modelo conjunto de supervisão entre membros mais antigos e recém-chegados, com uso intensivo de ferramentas digitais: comunicação síncrona e assíncrona por mensagens e ligações de voz de 15 minutos no WhatsApp, organização de arquivos no Google Drive e com compartilhamento de tela pelo Google Meet. Trata-se de um estudo descritivo, fundamentado em análise de trajetória, indicadores internos de engajamento e produção, mensagens e chamadas registradas nos grupos digitais, além de relatos e experiências formativas dos participantes. O objetivo deste artigo é descrever a configuração do grupo de pesquisa em 2025. Os resultados apontam que o apoio à inteligência artificial na sistematização das ideias autorais ampliou a eficiência dos fluxos de escrita, favorecendo a coerência temática e fortalecendo a integração entre gerações de membros pesquisadores, sem substituir o protagonismo dos autores. Apesar dos desafios relacionados à gestão de mensagens, regularidade de presença e acompanhamento em múltiplas frentes, o modelo mostrou-se viável para expandir a produção e a cultura formativa em pesquisa. Os próximos passos incluem testar ciclos híbridos com maior número de estudantes, combinando entrada coletiva, supervisão intergeracional e manutenção da qualidade formativa.
Palavras-chave
Pesquisa em saúde | Educação em saúde | Grupos de pesquisa | Tecnologias digitais | Inteligência artificial
Tipo de conteúdo
Artigo
