Enterobius vermicularis e a doença que faz a rosquinha coçar
Documento
Metadados
Título
Enterobius vermicularis e a doença que faz a rosquinha coçar
Autor / organizador
Fabiana Brandão
Título da ação de extensão, pesquisa ou ensino associado
SuperBug.UNB: Uma Jornada pelo Letramento Científico com Metodologias Ativas
Resumo
A cartilha aborda de forma clara e educativa a infecção causada pelo verme Enterobius vermicularis, popularmente conhecido como oxiúro. Esse pequeno helminto vive no intestino humano e é mais comum em crianças, sendo responsável pela enterobiose — a “doença que faz coçar”. A transmissão ocorre pela ingestão de ovos microscópicos presentes em alimentos, água, mãos ou superfícies contaminadas. Ambientes com grande circulação de crianças, como escolas e creches, são locais de maior risco, devido ao contato próximo e aos hábitos de higiene ainda em desenvolvimento. O ciclo de vida é simples e rápido, o que favorece sua disseminação: A pessoa ingere os ovos do parasito. No intestino, os ovos eclodem e liberam larvas que se transformam em vermes adultos. À noite, a fêmea migra para a região anal para depositar ovos. A coceira intensa leva à contaminação das mãos, roupas e objetos, reiniciando o ciclo. O principal sintoma é a coceira anal noturna, que pode causar irritação local e dificuldade para dormir, especialmente em crianças. Podem ocorrer também desconfortos abdominais leves. Embora geralmente seja uma infecção benigna, o impacto no sono e no bem-estar pode afetar a qualidade de vida. O diagnóstico é feito principalmente pelo Teste de Graham, que utiliza fita adesiva aplicada na região perianal pela manhã para coletar ovos do parasito. A avaliação clínica também auxilia na confirmação do caso. O tratamento envolve medicamentos antiparasitários como mebendazol, albendazol e pamoato de pirantel, que atuam imobilizando ou interferindo no metabolismo do verme, levando-o à morte. A cartilha reforça a orientação do Ministério da Saúde: não se automedicar e procurar um profissional de saúde. A prevenção é simples e altamente eficaz:
Lavar as mãos antes das refeições e após usar o banheiro; Manter unhas curtas; Lavar roupas íntimas e de cama com frequência; Evitar compartilhar objetos pessoais; Manter ambientes limpos. Com linguagem acessível, organização didática e foco na higiene, a cartilha mostra que, apesar de comum, a enterobiose é facilmente tratável e prevenível com medidas básicas de cuidado pessoal e ambiental.
Em síntese, a cartilha transforma um tema comum da parasitologia em instrumento de promoção da saúde, prevenção e educação, fortalecendo a autonomia das famílias e contribuindo para metas globais de desenvolvimento sustentável.
Palavras-chave
Parasitologia | Enterobius vermicularis | Ensino lúdico | Metodologias ativas | Letramento científico
Tipo de conteúdo
Folder
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
03 Saúde e bem-Estar | 04 Educação de qualidade | 06 Água potável e saneamento | 10 Redução das desigualdades | 11 Cidades e comunidades sustentáveis
