Tirando de Letra: Meimei Bastos
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Metadados
Título
Tirando de Letra: Meimei Bastos
Autor / organizador
Meimei Bastos
Título da ação de extensão, pesquisa ou ensino associado
Tirando de Letra
Resumo
Meimei Bastos é escritora, educadora, produtora cultural, coordenadora do Campeonato de Poesia Falada do DF e Entorno e do Slam Q’brada. É graduada e mestranda em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília. Ao programa Tirando de Letra, ela fala da invisibilidade e apagamento de grupos historicamente marginalizados, em especial, mulheres e pessoas pretas e do seu mais recente livro "A menina que bebeu água de chocalho (Avá, 2022), que conta a corajosa e surpreendente aventura de uma menina negra que se lança ao desconhecido em busca de respostas.
Destaques:
02:30 - "Eu venho de um lugar onde a coletividade existe de forma muito orgânica. Eu cresci na quebrada, então os meus pais tinham que passar o dia todo trabalhando, e nós ficávamos, muitas vezes, sozinhos em casa(...). Então, assim, é difícil pra mim sair desse espaço da coletividade, porque ele sempre esteve presente."
03:13 - "Quando eu começo a escrever e quando eu começo a apresentar, é também, ao mesmo tempo, que eu entro em sala de aula. Então todo meu trabalho envolve muitas pessoas."
04:50 - "E, quando eu ingresso na universidade, eu fico pensando em como que essa experiência ela pode se expandir para além de mim."
06:59 - "Tá tudo muito envolvido com a luta, né? Eu não consigo tirar, dissociar o meu trabalho artístico da militância para o meu trabalho enquanto profissional, enquanto educadora."
07:13 - "Eu cresci numa periferia e, nesse território, há pequenas mensagens, há mensagens muito sutis que a gente vai recebendo ao longo da vida, que vão dizendo pra gente que a nossa vida não tem valor."
08:21 - "Quando você é uma pessoa negra, em que na escola, em todos os lugares, você vai só ouvindo falar e vendo falar sobre seus ancestrais num lugar de sofrimento, de inferiorização, de escassez, de pobreza, em espaços negativos, em lugares negativos."
09:18 - "Por isso me alegra tanto saber que o "Um verso e mei" faz parte do projeto "Mulheres Inspiradoras", porque ele está sendo lido pelos meus, pelas minhas, pelos meus pares, meus iguais."
09:51 - "Quantos meninos e quantas meninas a gente não perde, quanto talento não é desperdiçado porque as pessoas, elas não acreditam nos territórios, não acreditam que há potencialidade ali e as pessoas que estão ali não conseguem se perceber como potenciais."
11:57 - Leitura de um trecho do livro A menina que bebeu água de chocalho
14:34 - "Eu acho muito mentiroso dizer que a gente escreve sem se colocar na escrita. Para mim parece muito difícil que isso, que se colocar, não aconteça."
15:40 - "Eu cresci com essa impressão de que falar, que o meu falar incomodava as pessoas. O livro parte de um processo de cura mesmo, sabe?."
16:19 - "E eu entendi, depois de adulta, que isso é uma forma de silenciar as meninas, de nos silenciar já na infância."
17:01 - "O livro, ele vem com uma proposta de linguagem não-sexista, então não há marcação de gênero."
17:32 - "Tem uma intenção de colocar num espaço de poder, de visibilidade um grupo específico, apagando o outro. Então, a ideia do livro é desconstruir isso."
18:23 - "Então, a proposta do livro ser bilíngue, é de aproximar os leitores latino-americanes com a nossa literatura e nos aproximar com... a partir, né? Do espanhol, com a cultura deles, que também é nossa, né?."
18:47 - "O livro, ele é uma homenagem, essa bruxona, essa bibliotecária é uma personagem que homenageia a Conceição Evaristo."
19:52 - "E Nauru, eu gosto de pensar nela como uma coragem, uma valentia que habita o coração de todas as meninas que não permitem que suas vozes sejam silenciadas."
21:05 - Leitura de um trecho do livro A menina que bebeu água de chocalho
Palavras-chave
Literatura
Tipo de conteúdo
Programa de TV
Data(s)
20/11/2023
