Este artigo aborda as estratégias de discursos das lideranças políticas digitais durante o golpe de Estado na Bolívia em 2019, com foco nas figuras de Luiz Fernando Camacho Vaca, Marco Antonio Pumari Arriaga e Jeanine Áñez Chávez. O objetivo é analisar como esses líderes emergentes utilizaram as mídias digitais para instigar o desenrolar da crise política, buscando compreender a perpetuação desses discursos. A metodologia utilizada envolveu a análise de discurso e de forma qualitativa e quantitativa das postagens no Twitter/X desses líderes durante o período crítico de 20 de outubro de 2019 a 9 de novembro de 2020, com posterior análise de enquadramento, com ênfase na análise de conteúdo em termos de categorias como personalismo, discurso antissistema, discurso anti-partido, discurso antiindígena e mito da miscigenação. O resultado do estudo aponta que essas lideranças utilizaram as redes sociais para promover discursos altamente personalistas e antissistema, enquanto também exploraram questões raciais e étnicas.