Confiabilidade da Altura do Salto Vertical em Atletas do Atletismo com Síndrome de Down
Documento
Metadados
Título
Confiabilidade da Altura do Salto Vertical em Atletas do Atletismo com Síndrome de Down
Autor / organizador
Cailany Rodrigues dos Santos | Amilton Vieira
Título da ação de extensão, pesquisa ou ensino associado
Avaliação e prescrição do treino de força para otimização do desempenho de atletas
Resumo
A Síndrome de Down (SD) é uma condição genética decorrente da trissomia do cromossomo 21. Pessoas com SD apresentam comprometimento ao sistema musculoesquelético, neurológico e cardiovascular, sendo a magnitude desses comprometimentos dependente de fatores nutricionais, estimulação precoce, contextos sociais e ambientais. A prática de exercício físico com monitoramento regular contribui positivamente na saúde e bem-estar, podendo prevenir possíveis deficiências funcionais a essa população. O teste do salto vertical com contramovimento (CMJ) é uma forma simples e acessível de avaliar o desempenho neuromuscular. O CMJ tem sido amplamente utilizado para ranquear atletas, monitorar fadiga e prescrever treinamentos, sendo a altura do salto a variável mais comumente reportada. A estimativa da altura do salto por meio do tempo de voo pode ser realizada com o uso de tapetes de contato, fotossensores ou aplicativos para smartphone, o que torna essa medida amplamente acessível. No entanto, variações na postura corporal entre a decolagem e a aterrissagem podem comprometer a validade e a confiabilidade da medida. O objetivo deste estudo foi determinar a confiabilidade teste-reteste da altura do CMJ em atletas de atletismo com Síndrome de Down (SD). Métodos: Participaram do estudo oito (3 mulheres) atletas com SD (28 ± 8 anos) que competem nas provas de 100 m, 200 m, 400 m, 800 m e salto em distância. Foram realizadas três sessões de teste com intervalo de sete dias entre elas. As sessões de teste foram precedidas por uma rotina de aquecimento habitual da fase competitiva da temporada, seguido de três tentativas de CMJ, com um minuto de intervalo entre os saltos. A altura do salto foi mensurada por meio de um tapete de contato, que estima a altura com base no tempo de voo (t) (i.e., altura = g · t² / 8), onde g é a aceleração gravitacional. Para análise da confiabilidade entre as sessões, utilizou-se a média das três tentativas de cada dia. Foram calculados o coeficiente de correlação intraclasse (ICC), com intervalo de confiança de 95%, o erro típico, expresso como coeficiente de variação (CV%), a diferença mínima relevante (SWC) e razão sinal ruído (SWC/CV%). Resultados: Os resultados foram calculados para os intervalos entre os dias 2-1, 3-2, apresentando valores de ICC de 0,97 e 0,99, CV% de 6,3% e 3,2%, diferença mínima relevante de 5,4 e 5,6 e razão sinal ruído de 0,86 e 1,75, respectivamente. Conclusão: Conclui-se que altura do CMJ, estimada a partir do tempo de voo, pode ser medida com elevado nível de confiança em atletas do atletismo com SD e confirma a importância da familiarização para aquisição de medidas mais consistentes.
Palavras-chave
Confiabilidade | Sindrome de Down | Atletismo | Salto vertical
Tipo de conteúdo
Trabalho apresentado em evento
