Este artigo investiga o populismo e sua relação com a comunicação política por meio de uma análise crítica da literatura. O populismo é compreendido como uma retórica de caráter maniqueísta, que contrapõe um “povo puro” a uma “elite corrupta”. A partir da teoria da identidade social, o estudo analisa como os processos de categorização social acentuam o antagonismo entre grupos, favorecendo a adesão a discursos populistas. Além disso, examina-se a conexão entre o populismo e o fenômeno da pós-verdade, sustentado por três pilares analíticos: cognição motivada, epistemologia conspiratória e bullshit. Evidências empíricas extraídas de diferentes contextos europeus demonstram o impacto da comunicação populista sobre as percepções do público. Em particular, observa-se que esse tipo de comunicação reforça estereótipos e fortalece a coesão grupal, especialmente em cenários marcados pela percepção de crises econômicas ou sociais.