O populismo é tema de intenso debate acadêmico e público, com definições contestadas e múltiplas interpretações. Este artigo revisa três abordagens teóricas centrais: como ideologia (Mudde), definida pela dicotomia moral entre o “povo puro” e a “elite corrupta”; como discurso (Aslanidis), que enfatiza elementos retóricos e performativos; e como representação política (Cassimiro), que reflete sobre sua compatibilidade com a democracia. Argumenta-se que o populismo é flexível, adaptando-se a diferentes contextos ideológicos, históricos e geográficos, desde movimentos de esquerda na América Latina até líderes de direita na Europa contemporânea. A revisão destaca a falta de consenso conceitual e a importância de sistematizar critérios analíticos que permitam compreender as manifestações do populismo em distintas conjunturas.